domingo, 10 de outubro de 2010

Reunião de Consulta sobre a Proposta do Conselho Interreligioso na ONU



Rev. Hyung Jin Moon, Presidente da UPFBoothroyd Room, Portcullis House, Casa dos Comuns, Londres, RU31 de agosto de 2010

Distintos líderes britânicos de todas as áreas da vida, Embaixadores da Paz, Senhoras e Senhores! Dr. Braybrooke e Imam Sajid, obrigado por suas inspiradoras e eloquentes palavras, e por agraciar esta ocasião com suas presenças, e por seus empenhos ao longo de suas vidas a serviço de Deus e da paz global. É minha grande honra e privilégio estar diante de vocês hoje neste local histórico, a “mãe de todos os parlamentos,” e de compartilhar com vocês algumas palavras em nome de meus pais, o Rev. e Sra. Sun Myung Moon, Pai e Mãe Moon. Estou muito feliz de estar no Reino Unido, e quero sinceramente agradecê-los por dispor de tempo para participar no programa de hoje, dedicado à análise da visão de meu pai para um Conselho Interreligioso na Organização das Nações Unidas.  Foi há dez anos, em agosto de 2.000, que meu pai descreveu sua visão em um discurso que ele proferiu nas Nações Unidas. Ele explicou que, tal como cada um de nós tem uma mente e um corpo, e tal como cada um de nós é tanto um ser espiritual como um ser material ou físico, assim também são as instituições e organizações. Elas também devem ter uma mente e um centro espiritual. Lembro-me que a primeira Assembléia Geral das Nações Unidas foi convocada aqui em Londres, em 1946, No Hall Central da Igreja Metodista. Cito também que a primeira reunião do parlamento Britânico teve lugar na Abadia Westminster. Acredito que a Inglaterra sempre entendeu a necessária ligação entre princípios e valores espirituais, por um lado, e as instituições públicas, da esfera social e econômica, por outro lado.  Meu pai tem grande respeito pelas Nações Unidas. Se não fosse a Força de Paz das Nações Unidas, composta por 16 nações, não somente a nação da Coreia do Sul, como uma sociedade livre e democrática onde a religião tem florescido, não existiria hoje, mas também meu pai não teria sobrevivido para conduzir sua missão providencial. Nem eu estaria aqui hoje. Há 60 anos atrás, em 14 de outubro de 1950, ele estava para ser executado no campo de prisão na Coreia do Norte, onde tinha sido aprisionado pelas autoridades comunistas por praticar sua fé. Naquele dia, milagrosamente, as forças de paz da ONU libertaram meu pai do campo de concentração de Heung Nam. O General Alexander Haig, ex-Secretário de Estado dos Estados Unidos, e amigo por muito tempo de meu pai, conduzia o bombardeiro que libertou meu pai e o poupou da morte certa. Em sua mensagem nas Nações Unidas no ano 2.000, meu pai explicou que a ONU não será capaz de cumprir sua missão sem criar um conselho que exalte a sabedoria espiritual e a herança da humanidade, representando a orientação de Deus para todos nós. Para este fim, ele recomendou que haja um senado ou uma câmara superior de líderes espirituais no âmbito do sistema da ONU, talvez semelhante à sua Casa dos Lordes. Este conselho incluiria representantes exemplares e maduros para advogar o aprendizado das tradições espirituais do mundo. Por toda a sua história, esta nação tem sido uma grande campeã de liberdade religiosa e cooperação entre as crenças. Em praticamente toda cidade, vila e lugarejo, há Sikhis e Jains, Muçulmanos e Judeus Hindus e Budistas, Protestantes e Católicos. Em muitas cidades existem conselhos interconfessionais. Eu acredito que todos vocês podem apreciar o valor da proposta de meu pai. Esta é uma ideia cujo tempo chegou. Eu estive recentemente em Jerusalém, onde tive a oportunidade de encontrar tanto com líderes Israelenses como líderes Palestinos, e líderes representantes do Judaísmo, Islamismo, Cristianismo, e da tradição Druze. Todos expressaram um forte desejo por paz, e explicaram que paz é um ideal que se coloca no centro de suas escrituras sagradas. Em nossa Consulta da FPU em Jerusalém, eles confirmaram plenamente a importância da visão do Pai Moon por um conselho interconfessional, por uma ONU centrada em Deus. O Pai Moon às vezes chama este ideal de “ONU Paterna” ou uma “ONU Abel.” Algumas semanas atrás encontrei com líderes Hindus no Nepal e líderes Budistas em Lumbini, local de nascimento do Senhor Buda. Hindus, Budistas, Sikhis, e Jains apreciam completamente e entendem que as soluções duradouras para nossos problemas globais e uma paz ampla não podem ser realizadas sem um despertar espiritual, e a participação plena daqueles que afirmam e praticam princípios espirituais. Todos compreendemos que paz não é simplesmente a cessação do conflito. Ao invés disso, como já aprendemos dos grandes mestres e profetas de todas as eras, paz é muito mais do que uma realização política, econômica ou militar. Paz está enraizada em nosso relacionamento com Deus. Assim, por exemplo, os muçulmanos dizem salaam alekhem, os judeus dizem shalom, os hindus dizem shanti, e os cristãos chamam Jesus de príncipe da paz.  Quando carecemos de disciplina e sabedoria espiritual, a paz não é possível. Paz surge quando estamos em um relacionamento correto com Deus, quando nossa mente e corpo estão unidos. Se somos pessoas de conflitos internos, egoísmo e pecado, então todos os nossos esforços não darão bons frutos, mas somente conduzirão para a luta e o conflito. O Pai Moon nos ensina que a raiz da paz é a família. Por esta razão, ele tem defendido as cerimônias de Bênção Sagrada para a Paz Mundial internacional e inter-religiosa, que reúne casais de todas as partes do mundo, chamando a cada um para dedicar seu matrimônio e família para o ideal de Deus de amor verdadeiro e paz universal.  Não há melhor maneira de criar um mundo de paz do que pelo fortalecimento dos matrimônios e da construção de famílias centradas em Deus. O Pai Moon nos ensina que a paz está enraizada na família, que a família está enraizada em Deus, e que a essência de Deus é amor verdadeiro. Desta forma, sobre a base do indivíduo e da família centrada em Deus, podemos expandir a realidade da paz para outros níveis, para a tribo, a sociedade, a nação e o mundo. Jesus instruiu seus discípulos a orarem centrando não em um reino humano, mas no “reino de Deus.” O Reino de Deus é um mundo de paz, um mundo que realiza a esperança de todas as idades e todas as religiões de um mundo unificado de paz. Jesus também chamou seus discípulos para se arrependerem e perdoarem seus inimigos, e trabalharem para libertar a humanidade da escravidão do pecado. Esta é uma fórmula para a paz. Tão importante quanto a política e os movimentos sociais seculares têm sido, a providência central de Deus por toda a história tem sido conduzida pelos fundadores das grandes religiões. Esse processo continua atualmente. Ignoramos a importância essencial e necessária da religião somente por nossa conta e risco. Aqueles que defendem o ateísmo, o relativismo moral, e o materialismo egoísta estão conduzindo a humanidade por um caminho errado que leva somente para a destruição. Da mesma forma, somente as nações que se centram no amor verdadeiro de Deus deveriam estar nas posições centrais do mundo atualmente. Assim, meu pai solicitou a ONU para incluir as grandes tradições de fé em sua nobre missão, e estabelecer um conselho no âmbito do sistema da ONU. Do contrário, os esforços da ONU ficarão aquém de seus objetivos, e a humanidade sofrerá. Não podemos desconsiderar as verdades de Deus que a religião traz. O Pai Moon foi chamado para sua grande missão messiânica por Deus, em um encontro direto com Jesus Cristo, quando ele estava somente com 16 anos de idade. Em 1960, ele estabeleceu a posição de Verdadeiros Pais, junto com minha mãe, a Dra. Hak Ja Han Moon. Eles se colocaram na posição de Verdadeiros Pais com a missão de cumprir a missão de Jesus e concluir a providência de Deus neste tempo na história, trabalhando de mãos dadas com pessoas centradas em Deus de todas as crenças. Recentemente, meu pai publicou sua autobiografia, intitulada Como um Cidadão Global que Ama a Paz. Ela tem estado no topo dos best-sellers na Coreia por quase dois anos. Ela foi agora publicada em inglês. Eu encorajo todos vocês na leitura deste livro fascinante e inspirador. Através dele, vocês aprenderão mais sobre a visão de meu pai, seu caráter, e sua missão neste momento da história. Com efeito, através de sua autobiografia, eu convido cada um de vocês a tentar entender o coração com o qual ele tem tão implacavelmente perseguido sua missão de trazer a paz mundial duradoura. A cortesia de uma cópia da autobiografia do Pai Moon está sendo disponibilizada para cada um de vocês hoje. Nossa reunião aqui hoje marca o lançamento oficial de sua autobiografia aqui na Inglaterra. Por favor, leiam e tomem sua mensagem no coração, pois ela fornece muito discernimento para a forma de construir um relacionamento mais profundo com Deus. Em conclusão, eu quero agradecer a cada um de vocês, que representa o povo desta grande nação e as grandes tradições de fé do mundo. Espero que cada um de vocês faça um esforço determinado para promover a visão do meu Pai por um conselho inter-religioso na ONU. Mais importante ainda, eu espero que vocês o apóiem em sua ampla missão de estabelecer o Reino de Deus nesta terra. Vamos trabalhar juntos para edificarmos uma única família sob Deus, e um mundo de paz universal. Eu acredito que esta grande nação e seu povo podem desempenhar um papel central na providência de Deus neste tempo. Eu sei que os Verdadeiros Pais oram por isto todos os dias. Obrigado por sua atenção. Deus abençoe vocês, suas famílias e esta grande nação.


Fonte: Unificacionista.com

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